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- França domina a Croácia, mas só garante classificação nos pênaltis
Por Marcio Arruda A França dominou o jogo. Fez dois gols com Olise e Dembélé e tirou a vantagem da Croácia na segunda partida válida pelas quartas de final da Liga das Nações disputada neste domingo (23/03) no Stade de France, em Saint-Denis, na região metropolitana de Paris. Com o dois a dois no placar agregado, as duas seleções empataram sem gols na prorrogação. Na decisão por pênaltis, brilhou a estrela do goleiro francês Maignan, que defendeu duas cobranças dos croatas Baturina e Stanisic. A classificação ficou nos pés de Upamecano, que garantiu a França nas semis da competição. Fotos: L'Equipe A seleção francesa, que entrou em campo com a missão de fazer dois gols para levar a disputa para os pênaltis, começou pressionando a Croácia. Certamente ciente da pressão nos minutos iniciais, os croatas trataram de se defender. A primeira grande oportunidade surgiu numa jogada individual de Mbappé aos 14 minutos. O capitão francês avançou pela esquerda, tentou se livrar da marcação de Kramaric e, no momento do chute, foi travado. Um minuto depois, boa triangulação dos franceses na entrada da área. A zaga afastou e a sobra ficou com Mbappé, que girou e chutou muito perto da trave esquerda do goleiro Livakovic. Aos 18 minutos, Michael Olise invadiu a área pela direita e trombou com Kramaric. O francês caiu, mas o árbitro inglês Michael Oliver mandou o jogo seguir. O lance agitou os torcedores no Stade de France e deixou os jogadores do técnico Didier Deschamps revoltados. Numa boa enfiada de bola de Dembélé para Mbappé, o goleiro croata Livakovic chegou mais rápido do que o camisa 10 e fez a defesa. Kylian trombou com o camisa 1 e extrapolou a esportividade. Tentou levantar o goleiro à força e provocou a ira dos croatas. O árbitro advertiu o atacante com o cartão amarelo. No lance seguinte, aos 36 minutos, Bradley Barcola recebeu na frente e chutou com força cara a cara com o goleiro, obrigando Livakovic a fazer a melhor defesa do primeiro tempo. Na volta do intervalo, os franceses mantiveram a mesma pegada da etapa inicial. Adiantando a marcação e sufocando a seleção comandada pelo treinador Zlatko Dalic. A primeira chance veio numa cobrança de falta pela direita aos sete minutos. Olise bateu muito bem na bola e deixou o goleiro croata parado. Explosão da torcida francesa! Gol da França! Aos 16, Dembélé cobrou falta da meia direita. Tchouaméni cabeceou muito bem, mas a bola passou raspando a trave direita de Livakovic. Antes mesmo da metade da etapa final, Didier Deschamps sacou Barcola para promover a estreia de Doué em campos franceses com a camisa da França. A medida que o tempo foi passando, a ansiedade e o nervosismo dos franceses aumentavam. Os croatas cadenciavam o jogo e contavam com o goleiro para gastar o tempo. De tanto demorar as reposições de bola no tiro de meta, o árbitro puniu Livakovic com o cartão amarelo aos 28 minutos. Neste mesmo momento, Modric, casado, foi substituído por Nikola Moro. Dois minutos depois, Dembélé cruzou para o meio da área. Mbappé recebeu livre e chutou forte e rasteiro. A bola, caprichosamente, saiu pela linha de fundo. Faltando dez minutos para o fim do tempo regulamentar, Olise cruzou rasteiro da direita e Dembélé não desperdiçou. O melhor atacante da Ligue 1 desafogou o grito de gol da torcida francesa. Dois a zero para a França, que diluiu a vantagem croata nas quartas da Liga das Nações. Com o placar assim, a disputa ficou empatada na soma dos dois resultados – na última quinta-feira, a Croácia venceu a França em casa por dois a zero. Animada ainda mais com o segundo gol, a França aumentou a pressão em campo. A Croácia tratou de se defender para levar a decisão para a prorrogação e, talvez, para a disputa de pênaltis. Apesar da criação das jogadas, os franceses pecaram no último toque. Melhor para a Croácia, que não conseguiu chutar uma bola ao gol sequer durante todo jogo. Com o dois a zero, a partida foi para a prorrogação. No primeiro tempo da prorrogação, a França teve, ao menos, duas grandes chances de gol. Aos quatro, Mbappé recebeu livre na grande área e chutou por cima do travessão. Aos sete, Olise arriscou de longe e Livakovic fez uma defesaça! O segundo tempo começou com um incrível lance perdido por Mbappé. O capitão da França recebeu pela esquerda e, cara a cara, chutou em cima do goleiro. O camisa 10 também teve outra chance faltando quatro miutos para o fim. Em boa troca de passes, Doué tocou por cima da zaga e Mbappé tentou o voleio. Mas o atacante não pegou muito bem na bola e facilitou a defesa de Livakovic. Um minuto depois, Kylian arrancou em velocidade e chutou rasteiro. O goleiro croata defendeu com o joelho! E ficou nisso. Com o zero a zero na prorrogação, a decisão da vaga nas semifinais foi para as penalidades máximas. Apesar de ter sofrido a falta que originou o gol da França, Kylian Mbappé deixou a desejar pelo segundo jogo consecutivo da seleção francesa. Na maioria das vezes, o camisa 10 não conseguiu superar a marcação e não foi produtivo como é esperado pelo talento que tem. E, nas vezes que conseguiu dar o último toque, não conseguiu balançar a rede; ora por falta de capricho, ora pelas defesas do goleiro. Nas cobranças de pênalti, a Croácia perdeu duas com Baturina, que parou na defesa de Maignan, e Ivanovic, que chutou para fora. A França desperdiçou com Koundé e Theo Hernandez, que não acertaram o gol. Nas cobranças alternadas, Stanisic parou em nova defesa de Maignan. Além dos dois pênaltis defendidos neste domingo, o goleiro francês também havia pego outro no jogo na Croácia na quinta-feira passada. Foto: FFF O zagueiro Upamecano não desperdiçou a cobrança e colocou a França nas semifinais da Liga das Nações. Vitória da seleção de Didier Deschamps nas penalidades por cinco a quatro. As semifinais da Liga das nações da Uefa serão disputadas na data-Fifa de junho. A classificada França vai encarar a Espanha, atual campeã da Euro. Na outra semi, Portugal e Alemanha duelam por uma vaga na final. Tanto as semifinais, quanto a final, serão disputadas na Alemanha; as semis serão em Munique nos dias 4 e 5 de junho e a final em Stuttgart no dia 8 de junho.
- Após longa interrupção, Gael Monfils cai para Korda em Miami
Gael Monfils, fisicamente exausto, perdeu para Sebastian Korda por dois sets a um, com parciais de 6/4, 2/6, 6/4, nesta terça (25/03) em Miami. Agora, o americano número 25 do ranking enfrentará Novak Djokovic ou Lorenzo Musetti nas quartas de final do torneio. Foto: Virignie Bouyer Monfils teve a oportunidade de se tornar, aos 38 anos e seis meses, o mais velho tenista a disputar a fase de quartas do Masters 1000 desde a criação da categoria Masters Series em 1990. O mais velho a ter esta marca é Roger Federer, que jogou o Masters 1000 de Xangai em 2019 aos 38 anos e 2 meses. Esta partida das oitavas ficou marcada pela interrupção por mais de três horas por causa da chuva.
- Ugo Humbert perde de João Fonseca no Masters 1000 de Miami
Ugo Humbert não foi páreo para João Fonseca diante de uma multidão majoritariamente com as cores do Brasil. Nada comparável ao que Corentin Moutet viveu no dia anterior, mas houve muito mais pessoas aplaudindo os pontos de Fonseca do que os do francês. De qualquer forma, havia mais motivos para se animar no jogo do brasileiro de 18 anos do que no do francês. Normalmente tão rápido em tirar um tempo do adversário, Humbert parecia muito tímido. Sem se recuperar de uma quebra no primeiro game, ele não obteve nenhum break point em um primeiro set concluído em meia hora e no qual houve apenas oito pontos conquistados no saque do adversário (três para Humbert). Estava indo rápido, rápido demais para Humbert. O francês fez o que pôde, mas no quinto game do segundo set, Fonseca o derrotou na recuperação, acertando dois forehands vencedores que Humbert só conseguiu assistir enquanto a bola passava por ele. A quebra foi feita (3-2) e era difícil ver como a partida poderia escapar deste brasileiro que parece tão seguro do seu tênis, apesar da pouca idade. Por fim, Fonseca terminou com uma quebra final para avançar para a terceira rodada do Miami Masters 1000.
- Morre Eddie Jordan, que competiu nas 24 Horas de Le Mans de 1981
Eddie Jordan foi um dos chefes de F1 mais excêntricos dos últimos 35 anos. A equipe que levava seu sobrenome produziu carros vitoriosos em diferentes épocas. O que pouca gente lembra é que Eddie Jordan, que faleceu nesta quinta (20/03), além de ser um chefe visionário, foi também um piloto. Eddie nunca guiou na F1, mas participou de um teste na McLaren em 1979. O irlandês fez história como chefe de equipe. Nunca disputou diretamente o título de pilotos ou de construtores, mas conquistou resultados importantes, como o primeiro pódio de Rubens Barrichello (GP de Aida de 1994), a última vitória de Damon Hill (GP da Bélgica de 1998), além de ter dado a primeira chance na F1 a Michael Schumacher. O irlandês, no entanto, participou de corridas de resistência. Destaque para as 24 Horas de Le Mans de 1981. Eddie competiu com um BMW M1, no Grupo 5. Ele dividiu o carro alemão com David Hobbs e Steve O'Rourke, que curiosamente era empresário do Pink Floyd. Devem ter se entendido bem, já que Jordan era baterista nas horas vagas. O BMW também foi inscrito pela equipe de O'Rourke, cujo nome EMKA faz referência aos primeiros nomes das filhas do empresário musical, Emma e Katheryne. Largando da 38ª posição do grid, o carro abandonou a duas horas do final, após 236 voltas, devido a uma falha no sistema de injeção.
- Arthur Fils avança às oitavas do Masters 1000 de Miami
O francês Arthur Fils, número 18 do mundo, venceu na terceira rodada do Masters 1000 de Miami. Numa partida com reviravoltas, o jovem de 20 anos venceu Frances Tiafoe, número 17 do ranking, por dois sets a um (7-6 [11], 5-7, 6-2). Fils salvou seis set points no primeiro, falhou dois match points no segundo e derrotou o americano no terceiro. Arthur Fils é o segundo francês (depois de Gael Monfils) a se classificar para as oitavas de final em Miami. Agora, Fils, de apenas 20 anos, desafiará Alexander Zverev, número 2 do mundo e cabeça de chave 1 do torneio.
- Suspensão de Montpellier vs Saint-Étienne será julgada em abril
Dada a gravidade dos fatos, a partida entre Montpellier e Saint-Étienne, disputada no último fim de semana no estádio Mosson, foi interrompida aos 12 minutos do segundo tempo devido a uma grande confusão na arquibancada. Bombas de fumaça foram lançadas no campo e um incêndio na arquibancada foram as causas da interrupção. O comitê disciplinar da LFP decidiu colocar o caso sob investigação e só divulgará a conclusão no dia 2 de abril. Como o Montpellier só voltará a jogar no estádio Mosson em 6 de abril (contra Le Havre), o clube não considerou necessário tomar medidas de precaução, como fechar a arquibancada onde teve a confusão. Ali é o trecho do estádio onde ficam os ultras da "Butte Paillade 91".
- Saint-Étienne e ultras se unem para evitar dissolução de torcidas
A trégua não será fácil em Saint-Étienne. Após o cancelamento da partida em Montpellier no domingo e uma situação esportiva ainda instável, o clube está lutando para lidar com o risco de dissolução de seus dois principais grupos de torcedores, o Magic Fans (MF91), fundado em 1991, e o Green Angels (GA92), lançados um ano depois. Curiosamente, esta última torcida foi dissolvida em 2013, mas, na prática, continua em atividade. Os dois grupos, cada um dos quais reúne cerca de 8.000 pessoas dentro do Chaudron kops, estão na mira das autoridades há algum tempo, principalmente após os graves incidentes durante o playoff contra o Auxerre em maio de 2022. Por decreto publicado em 3 de março de 2025, os Ministérios do Interior e dos Esportes criaram a Comissão Consultiva Nacional para a Prevenção da Violência em Eventos Esportivos, que é composta por oito membros, incluindo magistrados, um representante da Federação Francesa de Futebol (Jean-François Vilotte), um representante da Liga Profissional de Futebol (Benjamin Viard) e uma pessoa qualificada (Nathalie Boy de La Tour, ex-presidente da Liga). A missão do órgão é emitir um parecer consultivo, antes de o Ministério do Interior apresentar o processo ao Conselho de Ministros, se necessário. No final da semana passada, começou um jogo fora das quatro linhas. Por um lado, os ultras tentaram esperar antes de ratificar seu apelo. Por outro lado, a polícia fez de tudo para forçá-los a fazer isso, indo até as casas e locais de trabalho dos líderes e suas famílias. O prazo para a fase contraditória escrita é de dez dias e as primeiras assinaturas só foram recebidas na última segunda-feira. Em cinco páginas, pelo menos um dos dois grupos foi notificado de uma lista de queixas relativas a eventos isolados ou outros que ocorreram nos últimos anos. Violência, insultos, uso de pirotecnia, cânticos homofóbicos, danos ao patrimônio público. O objetivo é explicar que, mesmo que houvesse dez vezes em que os membros pessoalmente errassem, uma dissolução não mudaria nada. Ao contrário das proibições individuais de estádios, as pessoas ainda poderiam vir. Não haveria mais interlocutores. Há realmente mais a perder do que a ganhar. "Em apoio, o clube também participará da fase contraditória. Os líderes lamentam a falta de consulta às autoridades e de clareza sobre os critérios utilizados.
- Lyon vence Bayern na Alemanha e fica perto das semis
Por Suzane Drapo Após uma fase de grupos impecável, com seis vitórias e 100% de aproveitamento, o Olympique Lyonnais enfrentou o Bayern na partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões feminina nesta terça (18/03), em Munique, na Alemanha. As jogadoras do técnico Joe Montemurro venceram por dois a zero e agora têm a vantagem para o jogo da volta, que será disputado em Lyon. Mesmo jogando em casa, as campeãs alemãs foram encurraladas. A pressão do Lyon em busca do gol foi grande. As jogadoras do time francês dominaram o meio de campo, foram fortes na defesa e criaram chances de gol. Tamanho domínio deu resultado. Aos 35 minutos, Tabitha Chawinga aproveitou um erro de Linda Sembrant e não deu chance para a goleira Maria Luisa Grohs, fazendo seu primeiro gol na competição. E o Lyon só não foi para o intervalo com uma vantagem maior porque, aos 50 minutos, Lindsay Heaps desperdiçou um pênalti, que foi defendido pela Grohs. No segundo tempo, o Lyon voltou ainda melhor. Uma artilharia pesada que deixou as jogadoras do Bayern atônitas. Kadidiatou Diani e Lindsay Heaps tiveram as melhores chances, mas não conseguiram balançar a rede. De tanto insistir, o Lyon aumentou a vantagem. Aos 20 minutos, Melchie Dumornay aproveitou a assistência de Heaps e fez o segundo do OL. O Lyon ainda poderia ter feito outro gol, mas fosse o pênalti (outro!) desperdiçado por Heaps. Atrás, a defesa do OL continua intransponível: apenas um gol sofrido em sete partidas da Champions feminina. Com a vitória por dois a zero, o OL tem vantagem para o jogo da volta, que será disputado no dia 26 de março. Na partida em Lyon, o clube francês pode até perder pelo placar mínimo que conquista a vaga nas semifinais. A campanha com 100% de aproveitamento do Lyon nesta Liga dos Campeões feminina: Lyon 3 x 0 Galatasaray Wolfsburg 0 x 2 Lyon Roma 0 x 3 Lyon Lyon 4 x 1 Roma Galatasaray 0 x 6 Lyon Lyon 1 x 0 Wolfsburg Bayern 0 x 2 Lyon
- França perde por dois a zero para Croácia e se complica
Dois meses e meio depois de anunciar sua saída da seleção francesa, o que acontecerá no final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Didier Deschamps fez o primeiro jogo após o anúncio. A França enfrentou a Croácia em Poljud, em partida válida pelas quartas de final da Liga das Nações da Uefa. Pecando nas finalizações, os franceses não conseguiram marcar sequer um gol na defesa croata. E o pior: levou dois e terá uma difícil missão no Stade de France no próximo domingo, na partida da volta, que decidirá a classificada para as semifinais da competição. Fotos: Reuters Com gols de Budimir, aos 26 minutos, e Perisic, aos 45, a Croácia venceu por dois a zero e conquistou uma importante vantagem para a partida que decidirá a vaga na próxima fase da Liga. Os croatas podem até perder por um gol que garantem a classificação na Liga das Nações. A missão francesa não será fácil. E o placar só não vai mais desfavorável por que o goleiro Mike Maignan defendeu um pênalti cobrado por Kramaric aos cinco minutos de jogo. Mesmo com o ataque formado por Mbappé, que retornou à seleção depois de ficar de fora dos últimos quatro jogos, e Dembélé, que são dois dos melhores jogadores franceses da atualidade no mundo, a França não conseguiu furar o bloqueio croata. Mesmo com posse de bola superando os 60%, a seleção de Deschamps não conseguiu traduzir este domínio em gols.
- Olivier Giroud receberá homenagem antes do jogo da França
Neste domingo, a seleção francesa estará em Saint-Denis para jogar a partida da volta das quartas de final da Liga das Nações da Uefa contra a Croácia. Aposentado da seleção francesa desde 15 de julho de 2024, Olivier Giroud será homenageado antes do início da partida no Stade de France. O jogador de 38 anos teve "uma carreira incrível com esta camisa", descreveu Didier Deschamps, ao relembrar seus momentos difíceis na seleção francesa, como sua seca durante a campanha do título na Copa do Mundo de 2018. Tendo se tornado o artilheiro da seleção da França com 57 gols em 137 partidas, Olivier Giroud deixou sua marca na história. Mas além de suas atuações, o campeão mundial deixou sua marca com suas qualidades. "Um grande jogador, uma grande carreira, mas acima de tudo, uma grande pessoa com um grande coração", disse o meia Adrien Rabiot. "Um homem que se doa, que está lá quando você precisa dele", acrescentou o goleiro Mike Maignan. "Foi um prazer jogar com o jogador, mas também compartilhar momentos com a pessoa”, disse Jules Koundé.
- Camisa usada por Zidane na final da Copa de 1998 é leiloada
Vale quanto pesa? No caso, vale € 52.000? Pois foi esta quantia que a camisa usada por Zinedine Zidane na final da Copa do Mundo de 1998 arrecadou no sábado (15/03). O camisa do número 10 daquele jogo contra o Brasil marcou os dois primeiros gols da vitória por três a zero e garantiu a primeira Copa do Mundo para a seleção francesa em 12 de julho de 1998. A camisa azul é considerada pelos amantes da bola um Santo Graal. Foto: Gabriel Bouys A peça foi o destaque do leilão Millon da coleção Frédéric Emile, que reuniu mais de 150 camisas de colecionadores não só da seleção da França, mas também dos adversários. A camisa de Zidane usada na final da Copa de 1998 foi estimada entre € 20.000 e € 30.000. Outra camisa do ex-craque do Real Madrid, preparada para a partida contra a Espanha pela segunda rodada do Grupo B da Eurocopa, disputada em 1996 na Inglaterra, foi vendida por € 11.000, enquanto o preço inicial foi fixado em € 1.500. O leilão começou com a camisa número 10 da seleção da França usada por Michel Platini na final da Copa Intercontinental contra o Uruguai, disputada no dia 21 de agosto de 1985 no Parc des Princes. A peça da vitória por dois a zero foi orçada em € 1.500 e foi arrematada por € 30.000. Entre outros objetos leiloados estavam uma camisa de Christophe Dugarry para a partida da França contra a África do Sul. O objeto foi colocado para leilão por € 1.500 e vendido por € 10.000. A camisa número 15 usada por Lilian Thuram durante o primeiro tempo do jogo contra a Itália válido pelas quartas de final da Copa do Mundo foi vendida por € 17.000. Também uma camisa de Laurent Blanc, preparada para ser usada nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1998 contra o Paraguai, foi vendida por € 15.000, um preço cinco vezes maior do que o pedido inicial pedido, que era € 3.000.
- Mãe de Adrien é insultada durante PSG e OM
“Sim, vou registrar uma reclamação.” Convidada do programa "L'équipe de Greg" do canal L'Équipe nesta segunda (17/03), Véronique Rabiot, mãe e conselheira de Adrien Rabiot, meio-campista do Olympique de Marseille, confirmou a intenção de registrar queixa após os insultos que ela e seu filho foram submetidos durante o clássico entre Paris Saint-Germain e OM disputado no Parc des Princes. Foto: MaxPPP Durante o jogo, ela e o filho foram alvo de faixas insultuosas exibidas por torcedores do PSG. Cria do Paris Saint-Germain, Adrien Rabiot deixou o clube da capital em 2019 para jogar na Juventus de Turim. Em setembro do ano passado, ele acertou contrato para vestir as cores do Olympique de Marseille, maior rival do PSG na França. “Insultar uma mãe e um pai falecidos… Chega um dia que tudo tem um preço. Você não vai levá-lo para o céu. Acredite em mim”, escreveu o próprio Adrien Rabiot nos stories do Instagram. No texto, Rabiot também culpa o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi. Foto: Franck Fife A mãe de Adrian disse: “Estou muito magoada. Estou indignada. Adrien foi xingado toda vez que tocava na bola. E o pior é que ninguém reagiu. Saibam que o clube está conosco e vou registrar uma reclamação, assim como Adrien”. Véronique Rabiot não entende “por que a partida não foi interrompida, por que ninguém ficou indignado”. Para ela, “o árbitro não fez o esperado trabalho numa situação dessas”. É bem verdade que o locutor do Parc des Princes pediu à torcida a retirada de faixas agressivas. Além disso, os telões do estádio mostraram mensagens para que os cânticos fossem cessados. Véronique culpa a direção do PSG por não ter feito nada. “Não podemos entrar com faixas daquele tamanho sem conhecimento do clube”, afirmou. “Se o clube não sabe, é porque é mal administrado”, completou. Ela acredita que vivemos “em um mundo de negócios, em um mundo de dinheiro, e ninguém quer mais assumir uma posição porque todo mundo tem medo do PSG”. Ela também ataca as autoridades públicas. “Deveriam poder questionar o que está acontecendo nos estádios”, disse. “Quem deve reagir são aqueles que têm o poder, sempre nos fazem grandes discursos, mas na realidade quando surgem problemas, ninguém reage”, afirmou Véronique. Conselheiro de administração da Liga Profissional de Futebol (LFP), Karl Olive afirmou que já entrou em contato com o comitê de ética da LFP e também com o presidente da entidade, Frédéric Thiriez. O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, expressou apoio ao jogador e família, mostrando indignação com o ocorrido dentro do estádio, em Paris. O mandatário da FFF classificou as faixas como vergonhosas e revoltantes.